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Liszt Rangel

Liszt Rangel

Liszt Rangel é jornalista, psicólogo, com atuação clínica, de base analítica, e historiador, com pesquisas acerca das Civilizações Antigas. Há quase 20 anos se dedica a estudar o Jesus Histórico e o Cristianismo Primitivo, realizando investigações na Europa, Oriente Médio e África. Como escritor, já publicou dez livros, sendo cinco livros na área da Psicologia.

Ainda não sei ao certo, se escolhi bem o título desta crônica.Talvez, o que desejo com isto nem eu saiba, então é melhor você parar de ler até porque meu saber está limitado ao que conheço, ao que atribuo como verdade. Todavia, há verdade sem saber e há saber sem verdade.

Como é belo o amor... Neste período comercial do dia dos namorados, todos os casais apaixonados se movimentam, fazem contas, observam a fatura do cartão de crédito para ver se dá ou não para comprar aquele presentinho... E não pode ser o de R$1,99, até porque nem mais existe com essa alta louca do dólar. Tem que ser da Dudalina para cima, senão ela ou ele vai achar que não é amor! Nada de caixa de chocolate, porque academia está mais cara.

Amr como Jesus amouA religião cristã vem cumprindo, "magnificamente", a função de cada vez mais comercializar um judeu, filho de um pedreiro, que viveu no século I d.C. Sob a designação de Cristo, Yehoshú'a ben Yussef, foi tornado um produto. O Homem encantador que viveu ao lado de simples e analfabetos pescadores, foi substituído aos poucos por um mito. A produção do Cristo mítico da fé é em larga escala e os preços são elevados, afinal de contas ser escolhido pelo "Salvador" para ter uma cadeira cativa no Paraíso não é para qualquer um. Porém, tem gente disposta a pagar.

Até hoje, o povo judeu lembra o Pessach, o dia de libertação, a saída dos hebreus, os eleitos de Jeovah que estavam subjugados na casa de servidão, o Egito. Em qualquer parte do mundo pós-moderno, não importa, onde quer que more um judeu, celebra-se a tradição de "lembrar", contar através de narrativas aos mais jovens do quão foi importante esta libertação. Na Hagadá de Pessach, obra literária conhecida entre os judeus, lê-se: "Mesmo que sejamos todos sábios, todos entendidos, todos conhecedores da Torá, ainda assim temos o dever de contar a respeito do êxodo do Egito. E todo aquele que mais se estender cotando a respeito do êxodo do Egito, elogiado será."

Moshé é um dos maiores líderes do Judaísmo, porém seu nome é de origem egípcia. Ao contrário do que ocorreu com outros príncipes e reis no Egito, Moisés teve apenas o último nome sem qualquer prefixo. Um caso diferente do dele, por exemplo, observa-se em Ramoshé ou Ramosé, traduzido como Ramsés. O Ra no nome de Ramsés seria uma homenagem ao deus Rá, então entende-se "o deus Rá nasceu". Da mesma forma com o rei Thutmoshé ou Thutmosé, que significa "o deus Tot nasceu". Na mitologia egípcia o deus Tot é aquele que aparece com cabeça de Íbis e sua função no além é escrever, registrar os atos da alma enquanto esteve na Terra. Eis o porquê dele sempre aparecer fazendo anotações enquanto o coração do morto é pesado na balança.

Durante muito tempo, o estilo de vida romano da antiguidade predominou, principalmente após o declínio da cultura helenística. De uma certa forma, seria absurdo dizer que esta desapareceu, mas foi tomada emprestada sob alguns aspectos, segundo a Teoria dos Empréstimos da Sociologia, pela cultura avassaladora dos que surgiram da Bota Italiana, erguendo o estandarte da Águia. Roma não era apenas um sonho concretizado de imperadores ambiciosos, de generais estrategistas e senadores corruptos. Roma era muito mais...

Entre dois ou três, entre várias pessoas ou toques no teclado e assim... Mantemos o olho na tela, a imaginação dispara associada às carências de falar, de ser visto e de ver.

Não se sabe se foi de noite ou de dia que se deu o nascimento do Cristo da Fé. Tão pouco, se conhece o ano exato do nascimento do homem Yehoshú'a. Pesquisadores se baseiam no Evangelho de Mateus, 2,1, que narra a sua chegada, durante o Governo de Herodes. Assim, partem do pressuposto de que se Herodes morreu em 4 a.C., então ele, Yehoshú'a, teria nascido antes de Cristo, por volta de 7 e 5 a.C.

A concepção de Deus incia-se no Homem a partir da relação que estabelece com o que lhe foge à razão. Os deuses representantes das forças ocultas e da natureza recebiam um olhar tenebroso e afugentava seus filhos no medo. Trovões, vulcões, ciclones, terremotos, maremotos precisavam ser acalmados, e nessa perspectiva eram os deuses quem recebiam as oferendas, numa tentativa de barganha, seja com sacrifícios humanos, com o de animais, ou ornamentando o altar com flores e fazendo ofertas de frutas e leguminosas.

Há uma grande diferença entre ser pobre e ser miserável. A condição social, de natureza econômica, não tem implicações com caráter, com ética, muito menos com uma posição de salvação da alma na hora da morte. Para a Igreja, a disseminação do menino pobre, em miséria, acalenta a estrutura de poder, do acúmulo de terras através das doações da nobreza à Santa Sé.

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